Acumulamos

A cópia da chave, os N cabos de telefone, os 3 lugares onde anotamos tudo, contatos iguais no celular e no Google, a pilha de papéis de…

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A cópia da chave, os N cabos de telefone, os 3 lugares onde anotamos tudo, contatos iguais no celular e no Google, a pilha de papéis de contas do mês, mensagens na inbox não lidas. Celulares, eletrônicos que usaremos três vezes, as TVs pela casa, os livros que nunca leremos, o utensílio Polishop que pareceu ser uma ótima solução pra um problema insolúvel a anos.

Acumulamos as dívidas também, as sabotagens pessoais e silenciosas, a negação velada das coisas que realmente importam porque, afinal, precisamos “dar conta”. Pagamos por elas (com dinheiro ou mais importante, tempo — nossa vida).

Não só objetivos, mas promessas, muitas delas vazias e de rompante de momento que duram dias, meses ou até anos. Acumulamos sonhos que não são nossos, semeados pelo Insta de outros acumuladores como nós.

Nesse ano que se finda, acumule menos. Faça menos promessas na virada do ano.

Você não precisa ficar magro, aprender inglês, correr uma maratona, ler seus livros empoeirados nem fazer o muro da sua casa tudo ao mesmo tempo.

Se desfaça, se despeça. Nem todo adeus é ruim.

Namastê.