De corda e balanço

Pinta, borda, transborda

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Pinta, borda, transborda

Nada é do coração mais consequente

Chora, força, mente

Faz besteira, se machuca e acorda

Jaz esquerdo faz balanço

No perfeito, inalcançável, cego avança

Dormente, em riste, distante

Da glória passageira, o amor de instante

Quão bem vinda é a solidão

Na certeza do que há por vir

E maldita na que há por ir

Na corda faz-se o balanço

Do quem vem e ficará

Do que vai e não voltará