Entre-tanto

O que permeia o entretanto subentende-se como algo que poderia ser.

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O que permeia o entretanto subentende-se como algo que poderia ser.

Vida, posses,
conquistas e o que desejamos
crer subjulgam-se como tudo que em parte conceberia o concreto abstrato que tateamos cegos, ébrios, sempre com a ávida quase certeza de que estamos quase lá.

E o quase lá é também entretanto.

Entre quases e fases, tantos entretantos entre dentes tantos … entre faces.

Entre tantos entres, a lacuna não estreita-se: alarga-se. Os entres agora são tantos que não são mais entres, são tudo. Onde será que deixamos entres tornarem-se tantos?

Vicia-se a palavra, esquece-se a exceção, motiva-se o pranto que não deveria mas é, entretanto.