Posts Tagged ‘PHP’

Review II WORKSHOP PHP-ES

agosto 28th, 2010

Salve people,

Tava com saudades aqui do blog. Ae uhaeuhAEae A correria na Giran ultimamente está pra lá de frenética e estou estudando muito pra escrever algumas coisas legais aqui e de relevância.

Rolou hoje o II Workshop PHP-ES na UVV e posso dizer que por um lado foi muito foda e pelo outro um pouco triste.

O que foi muito foda

As palestras foram altamente maneiras. Um review muito bacana do rolou está no blog do Xiquin (http://www.franciscosouza.com.br/2010/08/28/ii-workshop-de-php-do-espirito-santo-foi-show), que palestrou sobre CodeIgniter com o André Tagliati, vulgo Gligli. A palestra dos dois, inclusive, foi muito bacana assim como as palestras do Marcelo Raposo sobre práticas mágicas no MySQL e de PDO com o mestre Almir M3nd3s.

Outro ponto foi a abertura do evento para assuntos fora do eixo técnico para ir para o entorno no mundo PHP, como a plafatorma Moodle com o Lucas Coradini (nunca pensei que um designer botaria banca num evento de programadores hehehhe zuera sacanagem) e a metodologia Scrum com o Paulo Jeveaux e o Makoto Hashimoto. A escolha dos assuntos não poderia ser mais feliz, porque nas contas finais eu achei as duas palestras mais informativas pelo público presente.

Este público presente foi outra surpresa: a imensa maioria era de pessoas do interior do estado, como Cachoeiro, São Mateus e Pinheiros. Isso nos mostrou o quanto de espaço pode-se ter junto a um público que geralmente só tem acesso a informação desse tipo vindo pra cá. Tivemos alguns contatos e esperamos levar eventos de PHP para lá.

O evento transcorreu muito bem e no geral foi muito bacana até mesmo pra mim que fui sob efeito de muitas drogas anti-gripais. O sorteio no final foi um show a parte de integração e diversão com direito até a contribuição de um brinde por parte da platéia (valew Fabiano!).

Por último, o apoio PRA LÁ DE F*DA da UVV e do prof. Vinicius Rosalen, que não apenas nos cedeu toda a estrutura para a realização do evento como ajudou com café e rosquinhas pela manhã e a tarde. E também da Giran, pela mobilização geral do pessoal no preparo de conteúdo, palestras para o evento e apoio incondicional na organização do evento.

O que foi meio triste

Palestrar, terminar slides, organizar evento e tocar evento doente é foda. Aliás, qualquer coisa nessa situação é foda. Queria ter estado melhor mas no final das contas estar doente foi apenas um empecilho. :P

Ter no cast de palestrantes uma galera da Giran foi uma honra pra gente, mas por outro lado mostrou uma coisa que quase inviabilizou o evento: não tivemos NENHUMA palestra submetida pelo grupo de usuários que povoa o fórum. Parece que as pessoas preferem discutir coisas abstratas como sindicato de programadores PHP (sic) que movimentar e dar apoio aos eventos da própria comunidade.

Seguindo a lógica, de 260 pessoas inscritas não tivemos nem a metade que seria o normal. E dos que compareceram uma galera era do interior e poucas pessoas da Grande Vitória. Agora não sabemos se há um desinteresse total das pessoas da Grande Vitória por PHP, se os tópicos das palestras foram mal escolhidos ou simplesmente as pessoas se cadastram por diversão. (risos) Isso trouxe um efeito bacana que é agora nossa vontade real de levar esses eventos para o interior.

Enfim …

Para um evento que esteve no limiar do cancelamento por falta de ânimo com um cenário onde nem palestras haviam para fazer o evento, foi um PUTA evento e que me recorda o feeling que eu tinha quando tocava heavy metal em shows que as vezes só sobravam 5 pessoas na frente do palco: você está ali pelas pessoas que ainda acreditam no ideal e no que você acredita e por elas VALE MUITO A PENA.

Simbora.

PHPzeiro? Adote um Framework! :)

dezembro 22nd, 2009

É notável a quantidade de aplicações em PHP que ainda utilizam nosso velho e conhecido modo Macarrônico de programar: dezenas de snippets e blocos de código que trabalham com regras de negócio, apresentação e tudo mais espalhados por N lugares na aplicação.

O PHP Macarrônico é assim

O PHP Macarrônico é assim

Esse método é justificável dentro da PHP até certo ponto: a própria linguagem tem por princípio a simplicidade e velocidade na codificação e resolução de problemas. O próprio Rasmus Lerdorf, criador do PHP, já se mostrou bem contrário aos frameworks atuais pois eles são lentos e não escaláveis, culpa do feeling de  ”faz-tudo” que a maioria delas leva no sentido de continuar ostentando a bandeira de “desenvolvimento rápido” da PHP, que muita gente confunde com gambiarras e que transformou a PHP em sinônimo de POG (Programação Orientada à Gambiarras).

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Mock Objects no SimpleTest

dezembro 4th, 2009

Olá pessoal,

Continuando nossa sequência de artigos sobre o SimpleTest, já aprendemos como fazer testes unitários e agrupa-los para facilitar a execução em lote: agora vamos falar um pouco sobre mock objects.

Até agora, nossos testes unitários se resumiram a testar métodos e funcionalidades que envolviam apenas uma classe como nossa calculadora: tínhamos um método chamado “somar” que fazia parte da própria classe e recebia como parametro de entrada apenas dois inteiros.

A idéia do teste unitário (ou de unidade), como o próprio nome diz, é isolar e testar apenas aquele ponto e funcionalidade do software: então é imprescindível que possamos isolar da melhor maneira apenas a classe/métodos que desejamos testar para que, caso apresente falha, possamos identificar exatamente onde a falha ocorreu.

Mas e quando nossa classe depende de outra(s) classe(s) para fazer um método funcionar ?

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Problema com IDs alfanuméricos no form->input (select) do CakePHP

novembro 25th, 2009

Para quem já está mexendo com CakePHP a algum tempo, algumas limitações de funcionalidades podem tirar um pouco o sono de quem está muito mal acostumado com a produtividade da framework. Em geral, toda framework tem seus pontos fracos.

A algum tempo, tive um problema curioso: a chave primária de uma tabela teria valores alfanuméricos. Ou seja: valores como “205-A”, “JB02″ e outros bizarros seriam possíveis. Regra de negócio definida, modificação do modelo para o nome de chave fora da convenção e tudo corria bem até que populei um select.
:( Qual não foi minha surpresa em ver que o CakePHP, além de não marcar o valor correto, em certos casos ainda selecionava mais de um valor no select. #fail total.

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Agrupando casos de teste no SimpleTest

julho 26th, 2009

Aloha,

Primeiramente, obrigado ao pessoal pelas belas palavras de incentivo e tudo mais: é esse tipo de coisa que nos empolga pra continuar trabalhando e estudando duro.

Em nosso post de iniciação no SimpleTest, criamos um caso de teste completo de uma calculadora. Relembrando nossa telinha bonita do caso de teste…

ishot-1

Agora vejamos … e se por exemplo, tivéssemos não apenas uma calculadora em nossa aplicação, mas também uma agenda de compromissos, uma agenda de contatos, um wiki, um mural de recados e … enfim, se nossa aplicação fosse composta por N classes como faríamos para rodar os casos de teste unitários de TODAS AS CLASSES ?

Na TDD, como vimos antes, escrevemos todos os testes antes de começarmos a implementar nossa aplicação em si: quando pensamos “rodar os testes” isso se aplica à todas as classes e funcionalidades que possam gerar erros em nossa aplicação.

Ai você: “Rapaz, vou ter que acessar teste por teste como fiz com a calculadora? Mamãe, eu tenho 253 casos de uso!!!!”

Imagina só se você executar, URL por URL ou comando por comando, 253 casos de uso. =/

Pensando nisso, a SimpleTest disponibiliza um recurso de agrupamento de casos de teste chamado de Test Suite. Esse recurso permite agrupar vários casos de testes numa só classe, facilitando e permitindo a execução desses testes com uma só chamada.

Seria como um script de checagem, onde cada item seria um caso de teste:

Checagem do carro

  1. Checar Óleo
  2. Checar Rodas
  3. Checar Água Carburador
  4. Checar itens de segurança

A test suite funciona exatamente assim, executando cada caso de teste na ordem que você desejar: o “check list” roda e no final você tem todos as falhas que ocorreram, separadas por caso de test e método. :)

Codando!

Bom, vamos supor que vamos ter uma aplicação composta por 5 classes: ClasseA, ClasseB, ClasseC, ClasseD e ClasseE. Cada uma delas tem suas próprias implementações e vamos ter que fazer casos de testes que testem elas individualmente.

Para ilustrar o funcionamento, vamos escrever um método para todas as classes chamado Dizer: esse método deverá receber a uma string e retornar “Estou dizendo ” concatenado com o que você passou como parâmetro. Exemplificando

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$obj->Dizer('Muito Bacana'); // Estou Dizendo Muito Bacana

Vamos botar esse método em todas as classes apenas para simularmos as passagens e não passagens de teste delas. hehhehe

Bom, partindo do pressuposto que você esteja com o SimpleTest instalado e com nossa estrutura de arquivos do artigo de iniciação à ele, vamos escrever o caso de teste da ClasseA que será salvo dentro da nossa pasta tests e terá o nome de classe_a_test.php.

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require_once('simpletest/autorun.php');
require_once('../classes/classe_a.php');</code>

class TestOfClasseA extends UnitTestCase {

  function testDizer() {
    $classea = new ClasseA();
    $this->assertIdentical($classea->dizer('Muito Bacana'), 'Estou dizendo Muito Bacana');
  }

}

Relembrando um pouco:

  • Fazemos o include do arquito autorun.php para automatizar nossos testes;
  • Fazemos o include da classe que vai ser testada
  • Implementamos a classe de teste iniciando por “Test” afim de que a SimpleTest execute-a automaticamente;
  • Criamos o método testDizer para testar o método dizer da nossa ClasseA;
  • Fazemos um assertIdentical que executará nosso método dizer passando “Muito Bacana” e esperará como resultado algo IDENTICO à “Estou dizendo Muito Bacana”;

Beleza, agora vamos rodar nosso teste …

Imagem14

Como era esperado (espero) nosso teste deu pau porque não escrevemos nossa ClasseA ainda em arquivo algum. Então, vamos escrevê-la e salva-la dentro da pasta classes com o nome de classe_a.php:

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class ClasseA {
  function dizer($frase) {
    return 'Estou dizendo ' . $frase;
  }
}

Agora, vamos rodar novamente nosso teste:

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Massa demais! Fizemos novamente um caso de teste. Até ai nenhuma novidade.

Agora o exercício braçal: crie os casos de teste para a ClasseB. ClasseC, ClasseD e ClasseE lembrando que:

  • Classes da aplicação devem ser salvas dentro da pasta classes
  • Classes dos casos de teste dentro da pasta tests

Após a criação delas, faça os testes (jura?) e veja se está tudo ok.

Criando nossa suite de testes

Agora que executamos todos os testes de forma separada, vamos junta-los em nossa suite para faze-los todos de uma vez só.

Vamos criar nossa suite de testes no arquivo all_tests.php e salva-lo na pasta tests junto com todos os nosses casos de uso.

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require_once('simpletest/autorun.php');
require_once('classe_a_test.php');
require_once('classe_b_test.php');
require_once('classe_c_test.php');
require_once('classe_d_test.php');
require_once('classe_e_test.php');

class AllTests extends TestSuite {
  function AllTests() {
    $this->TestSuite('All tests');
    $this->addTestCase(new TestOfClasseA());
    $this->addTestCase(new TestOfClasseB());
    $this->addTestCase(new TestOfClasseC());
    $this->addTestCase(new TestOfClasseD());
    $this->addTestCase(new TestOfClasseE());
  }
}

Explicando nosso script:

  • fazemos o include de simpletest/autorun.php para fazer rodar nossos testes
  • fazemos os includes de todas os casos de testes que usaremos na suite
  • criamos uma classe AllTests que extende TestSuite, que por sua vez é a classe que será responsável pelo agrupamento e execução de todos os testes
  • criamos um método AllTests que fará a execução dos casos de teste
  • Nomeamos a suite de testes com o nome All tests com o método $this->TestSuite;
  • Adicionamos então todos os nossos casos de teste com o método $this->addTestCase, instanciando o objeto de cada classe de teste

Agora, basta rodar:

Imagem2

Pronto! Nossa suite agrupou nossos testes (que eram cinco ao todo, cada um com um método de teste) e executou todos de uma vez. A lógica da suíte é você inserir os testes conforme seu contexto e sua necessidade de agrupamento de testes. Para incluir, basta repetir o procedimento já feito no arquivo da suíte:

  • faça o require_once do arquivo php do caso de teste
  • inclua o caso de teste com $this->addTestCase

E se algum teste falha-se ? Vamos fazer o teste da ClasseB falhar. Para isso altere a classe B para para retornar algo que não seja “Estou dizendo ” mas sim “Eu vou dizer “: com isso, nosso teste vai falhar. Após alterar a classeB, rode a suite de testes novamente:

Imagem3

Como pode ser visto, nossa suite de testes dá o erro exetamente onde ele aconteceu: no nosso caso, a suite de testes que chamamos de All tests reportou o erro do caso de teste TestOfClasseB no método testDizer. Maneirasso não ?

Nossa suite mostra todas as falhas por caso de teste. Simples e rápido.

E vamos às considerações

A forma que fizemos a construção da nossa suite de testes está diferente da forma em que o próprio site da SimpleTest (http://www.simpletest.org/en/start-testing.html) mostra em sua página inicial no Quick Start dele, que está diferente do link que deveria ser a mesma explicação mais detalhada, mas não é. Se olharmos o script de test suite do quick start teremos, aplicando ao nosso exemplo, teríamos:

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require_once('simpletest/autorun.php');

class AllTests extends TestSuite {
  function AllTests() {
    $this->TestSuite('All tests');
    $this->addFile('classe_a_test.php');
    //... outros casos de teste ...
  }
}

Concerteza é um jeito mais prático: ao invés de fazer-mos os includes dos casos de testes e fazermos os instanciamentos dos mesmos no addTestCase, requerendo mais programação, simplesmente podemos incluir o teste com um addFile. E isso realmente funciona. :) Mas infelizmente não sem algumas adaptações no código.

Se quiser re-escrever sua suite de testes nesse formato, se atente ao fato que o SimpleTest aparentemente trabalha com a suite de testes acessando os caminhos absolutos dos arquivos e se perde quando referenciamos nossos arquivos, mesmo que eles estejam na mesma pasta tests. Para contornar isso, coloque a inclusão do arquivo de classe no caso de testes e a referência ao arquivo do caso de teste na suite com seus caminhos absolutos. Vamos isso na classeA por exemplo:

Na classe_a_test.php teríamos:

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require_once($_SERVER['DOCUMENT_ROOT'] . '/app_tdd/classes/classe_a.php');

E na nossa suite all_tests.php seria re-escrita como:

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require_once('simpletest/autorun.php');

class AllTests extends TestSuite {
  function AllTests() {
    $this->TestSuite('All tests');
    $this->addFile($_SERVER['DOCUMENT_ROOT'] . '/app_tdd/tests/classe_a_test.php');
  }
}

Espero que tenham gostado e no próximo post falaremos um pouco sobre MockObjetcs. ;)

Até lá.

Léo Hackin agora no iMasters

julho 17th, 2009

Olá a todos,

Post rápido sobre uma novidade bacana e que me deixou bem feliz essa semana: fui convidado a ser um articulista no portal iMasters. O primeiro artigo a ser publicado lá foi o Iniciando com o SimpleTest e a idéia é ter alguns dos posts que coloco aqui sendo publicados lá.

Agradeço à equipe da iMasters pela honra e espero que possamos distribuir conteúdo legal e relevante pelos próximos tempos por ai.

Simbora! :D

Iniciando com o SimpleTest

julho 2nd, 2009

Salve people,

Vamos iniciar hoje uma pequena jornada à terras que possivelmente muita gente só viu/leu em sites especializados e muito pouco comentadas em PHP: a terra do desenvolvimento orientado a testes, ou TDD.

Se você não sabe ou nem faz idéia do que é TDD, dê uma procura no Google pois existem dezenas de sites muito bacanas destilando idéias e tudo mais sobre isso.

Em poucas palavras, TDD (Test Driven Development) é um técnica de desenvolvimento de software que nos diz que devemos escrever os testes antes de escrever o código da aplicação propriamente dito.

Inicialmente isso parece meio louco: afinal, você sempre testa DEPOIS de escrever seus programas ou durante, enquanto debuga tudo, correto ? Mas com o passar do tempo, a verdadeira natureza e vantagem do TDD, quando aplicada corretamente, se faz presente.

Você se torna capaz de antecipar a detecção e correção de várias falhas, reduzindo dramaticamente o tempo gasto com correções em cima de implementações muito complexas já praticamente no final do seu cronograma.

Hoje em dia, existem várias frameworks que auxiliam nessa tarefa de escrever testes. O foco aqui é algo que poucos sites (principalmente em português) abordam de forma prática que é o uso da SimpleTest, uma framework para testes unitários que vem ganhando o espaço antes ocupado pelo PHPUnit.

No decorrer dos próximos posts sobre o SimpleTest, você poderá adquirir um pouco de conhecimento que poderá ser útil em seus futuros projetos. Então, vamos simbora.

Instalando o SimpleTest

A instalação do SimpleTest em si é muito fácil.

  1. Baixe a versão mais atual do SimpleTest no site http://www.simpletest.org (a versão que usaremos nessa sequência de tutoriais é a 1.0.1). A framework é composta por uma pasta simples;
  2. Descompacte o arquivo dentro de sua aplicação. Para fins de organização, vamos criar uma pasta “tests” na raíz de nossa aplicação e descompactar o zip/tar do SimpleTest lá: ao descompactar você verá uma pasta chamada simpletest sendo criada.

Em tese, nossa aplicação pode ter qualquer estrutura de diretórios. O SimpleTest funciona tanto com functions como com classes. Vamos abordar o uso de classes, dado que o TDD é amplamente usado em sua maioria em soluções OO (Orientadas a Objeto) e acho que já passou da hora da comunidade PHP pensar OO. :D

Partindo desse pressuposto, vamos criar a pasta “classes” na raíz de nossa aplicação: lá iremos botar todas as nossas classes que serão usadas nos testes.

Teremos então, uma estrutura de arquivos como abaixo:

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A pasta app_tdd é a pasta onde está nossa aplicação: uma pasta criada dentro do meu htdocs (raíz do Apache).

Se o seu servidor web estiver instalado com configurações padrão, provavelmente você poderá acessar usando: http://localhost/app_tdd

Nosso problema: uma calculadora

Com o SimpleTest “instalado” em nossa aplicação e nossa estrutura de diretórios resolvida, vamos escrever nosso primeiro caso de teste.

O cenário de nossa aplicação é uma calculadora: nossa calculadora conseguirá efetuar apenas a operação de soma.

Com uma análise rápida do problema, já nos vem à cabeça que:

  • Uma classe chamada “Calculadora” com um método chamado “soma”;
  • Nosso método soma recebendo dois números
  • Nosso método retornando o valor da soma entre os dois números

Nossa abordagem não TDD seria: vamos fazer a classe, implementar o método e depois testa-lo em uma página teste. Correto ? Num primeiro momento isso seria ótimo: afinal, o código e complexidade das classes inicialmente são lindos.

Mas imagine agora sua aplicação crescendo e crescendo: classes extendendo e usando outras classes. Você extende a Calculadora, outra classe utiliza o método soma e você vai testando apenas “o que vem depois”.

Num dado momento, você tem um resultado incorreto de soma: uma entrada incorreta de parâmetros, um deles ser uma letra e não um número, termos uma passagem de um objeto ao invés de um número propriamente dito … De quem é a culpa ? Da classe nova, que esqueceu de filtrar a entrada de parametros ? Do designer, que esqueceu de limitar a entrada dos valores no form para apenas números ? Do outro programador, que foi descuidado e não validou se os dados passados eram realmente números antes de chamar a soma ?

Enfim, temos N cenários onde a detecção do erro pode ser muito custosa, seja pelo método para encontra-lo (que varia do debug minucioso ao “achismo”) e/ou pelo custo em termos de tempo para concerta-lo. Tudo isso pode gerar um custo/prejuízo que seria reduzido com a implementação do pensando TDD.

Pensando primeiro em testes

Mentalize: “Quais as situações que podem quebrar meu método soma? Se acontecer, como devo tratar esse erro ?”

Com base nesse pensamento, podemos deduzir:

  • Para somar, nossa calculadora terá que receber sempre dois números;
  • A soma sempre ocorre entre dois números, nunca entre letras, objetos ou qualquer coisa que não seja exatamente um número;
  • Se algo der erro, devo retornar falso;

Interessante! Não implementamos nenhuma linha de nossa solução e já sabemos:

  • Que vamos precisar de uma classe (Calculadora) com um método de soma;
  • Sabemos que o método deverá receber dois parâmetros que deverão ser sempre números;
  • Que se for passado qualquer coisa que não sejam dois números, eu devo retornar falso;

Bom, então vamos implementar a classe ? Não, pequeno gafanhoto: vamos implementar primeiro os testes, porque é com base neles que vamos ter certeza que nossa classe se comportará exatamente como pensamos que ela deve se comportar sob os mais diversos cenários.

Escrevendo nosso primeiro teste

Implementar um teste com SimpleTest é, como o nome já diz, “simples”.

Vamos criar todos os nossos testes dentro da pasta tests. Para cada classe que tivermos que testar, vamos criar um caso de teste (unit test case) que será representado em um arquivo php.

Então, nosso primeiro caso de teste será o calculadora_test.php. O nome do arquivo não tem um padrão de nomenclatura, mas por convenção usa-se sempre nomedaclasse_test.php.

calculadora.php -> calculadora_test.php

A estrutura inicial do nosso arquivo calculadora_test.php será a seguinte:

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require_once('simpletest/autorun.php');
require_once('../classes/calculadora.php');

class TestOfCalculadora extends UnitTestCase {
// os testes vão aqui ;)
}

Pronto! Nosso caso de teste da classe Calculadora está feito. Para testa-lo, vamos apontar o browser para http://localhost/app_tdd/tests/calculadora_test.php. O resultado será:

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Warning: require_once(../classes/calculadora.php) [function.require-once]: failed to open stream: No such file or directory in /Applications/MAMP/htdocs/app_tdd/tests/calculadora_test.php on line 4

Fatal error: require_once() [function.require]: Failed opening required '../classes/calculadora.php' (include_path='.:/Applications/MAMP/bin/php5/lib/php:/Users/leohackin/PEAR') in /Applications/MAMP/htdocs/app_tdd/tests/calculadora_test.php on line 4

Ops! Não criamos nossa classe ainda, por isso obtemos esse erro. Quando disse que escrevemos testes antes de implementar nossa lógica, estava falando sério. =)

Vamos criar nossa classe Calculadora então.

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class Calculadora {
function soma($a,$b) {
}
}

Legal, agora vamos acessar nosso caso de teste denovo.

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Uhu! Funfou!!!

Analisando o código:

  • fazemos o include de dois arquivos:
    • o arquivo autorun.php é o arquivo que faz a “mágica” acontecer: é ele quem roda os testes e exibe os resultados, portanto deverá sempre estar no seu caso de teste;
    • o outro arquivo é a classe que desejamos usar no teste, no caso calculadora.php
  • Criamos uma classe chamada TestOfCalculadora extendendo UnitTestCase, que será a classe que o SimpleTest usará para fazer o teste. É obrigatório que a classe inicie com o nome “test” para que o SimpleTest execute automaticamente a mesma como um caso de teste. Existe uma forma de faze-lo sem iniciar o nome com “test”, mas isso não vem ao caso agora.

Maneiro né ? Mas como puderam notar, nosso caso de teste não testa nada ainda. Hahahah

Vamos adicionar agora um teste: o teste vai verificar se a soma está realmente “somando” dois números. Para isso, devemos adicionar um método à nossa classe de testes. Vamos chamar esse teste de “testSomaDoisNumerosInteiros“, onde vamos passar dois números inteiros esperando que a soma deles esteja correta.

Usar nomes grandes assim no nome do método são uma boa prática, já que deixam os testes mais legíveis na hora de rodar o caso de teste.

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require_once('simpletest/autorun.php');
require_once('../classes/calculadora.php');

class TestOfCalculadora extends UnitTestCase {

function testSomaDoisNumerosInteiros() {
$calculadora = new Calculadora();
$this->assertEqual($calculadora->soma(1,1), 2);
}

}

Como visto, temos nosso método testSomaDoisNumerosInteiros que instancia nossa classe Calculadora e depois executa um método chamado assertEqual. Esse método é o responsável por testar nossa soma. Ele significa:

Verifique se a chamada $calculadora->soma(1,1) retornará um resultado igual à 2

Se a chamada retornar qualquer coisa diferente de dois, nosso teste irá falhar, indentificando que algo de podre está acontecendo em nosso método soma.

Se rodarmos esse script teremos enfim:

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Tivemos uma falha. Traduzindo a mensagem de forma prática:

O seu teste testSomeDoisNumerosInteiros, do caso de teste TestOfCalculadora, falhou porque NULL (que foi retornado pela chamada ao nosso método soma) não é igual a 2 (que seria nossa resposta esperada).

A resposta para isso é que ainda nem implementamos nosso método soma. Mas vejamos que nesse ponto já sabemos exatamente como deve ser comportar nosso método para o funcionamento com dois números. :)

Vamos implementar nossa classe então:

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class Calculadora {
function soma($a,$b) {
return $a + $b;
}
}

Com nosso método agora implementado, vamos executar nosso caso de teste denovo.

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Agora sim! Temos um caso de teste funcional que testa uma classe implementada. Parabéns por chegar até aqui.

Nesse ponto, já temos conhecimento suficiente para escrever vários casos de teste para nossas classes. Um caso de teste pode conter vários testes diferentes: cada teste é feito através de um método da classe do caso de teste.

Revisando aquelas possibilidades de cenário que poderiam “quebrar” nossa calculadora, já testamos se a soma está correta. Agora, podemos testar as possibilidades que podem gerar um erro na calculadora.

Uma delas é se passarmos letras no lugar de números: haviamos combinado que nessa situação, devolveriamos falso para o resultado, correto ? Então, vamos escrever o teste: vamos chama-lo de “testSomaNaoNumeros“:

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function testSomaNaoNumeros() {
$calculadora = new Calculadora();
$this->assertEqual($calculadora->soma(1,'A'), false);
}

Adicionamos essa função à nossa classe. Rodamos nosso teste novamente e …

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Previsivelmente, temos um erro pois nosso método soma ainda não verifica se os parâmetros recebidos são números válidos. Ai você irá pensar:

Mas eu vou escrevendo os testes e vou implementando toda a minha lógica de negócio ao mesmo tempo ?

A TDD tem uma característica bacana, que anda de mãos dados ao refactoring: a TDD nos diz que devemos SIM escrever os testes primeiro e fazer as classes “passarem no teste” usando o mínimo de código possível: se a lógica for complexa, retorne uma resposta “hardcode” para “enganar” o teste e depois faça o refactory do código.

O refactory deve ser feito apenas depois de todos os testes serem feitos, pois nesse ponto você terá certeza de como o funcionamnento de sua classe atenderá a todos as respostas que são requisitadas nos testes como “corretos”.

Pensando nisso, vamos fazer nosso método soma “passar” no teste:

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class Calculadora {
function soma($a,$b) {
if (is_int($a) && is_int($b)){
return $a + $b;
} else {
return false;
}
}
}

Agora, vamos rodar nosso teste.

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Blz! Nosso teste passou, mas testamos apenas se os valores são inteiros e se forem, efetuamos a soma. Se não forem, a gente retorna false, como nosso teste pediu. Podemos depois refatorar isso: verificar se o valor é uma string com um número dentro e por ai vai.

Finalizando

Você pode estar se perguntando: “Uai, mas podemos ter muito mais ocasiões que podem quebrar a soma! Podemos também extender algumas funcionalidades e exibir mensagens de erro”.

Tivemos uma amostra do que é o SimpleTest em seu cenário mais simples: apesar do tamanho do post, o conceito e a aplicação são bem simples como puderam ver.

Além do assetEqual, a SimpleTest tem um set de ações enorme de validações, além de recursos mais avançados, como suites, mocks e web tests que veremos em breve.

Crie outras classes, pense nos testes, escreva seus casos de teste e vá executando: com a prática isso vai ficar tão automático que o ganho com a diminuição dos testes e bugs no final da aplicação vão ser notórios.

Testes nos tornam programadores melhores. Pense nisso.

Algumas coisas para se pensar quando começar a abordar isso:

  • Não precisamos escrever TODOS os testes: é completamente normal se esquecermos algo ou houver alguma necessidade de mudança de negócio do cliente que nos fará escrever novos testes ou re-escrever os existentes. Tenha em mente que o TDD é para ajudar e não para ser mais uma fase carrancuda e intransponível no desenvolvimento;
  • A análise para chegar aos casos de teste faz bem ao início do projeto: com essa abordagem, você pode fazer perguntas ao cliente (e ele a você) sobre algumas coisas que possívelmente só apareceriam no final do projeto gerando assim muito re-trabalho;

Bom, por enquanto é isso pessoal. No próximo post falaremos um pouco sobre agrupamentos de teste e partir para um exemplo mais complexo. :)

Espero que tenham gostado do post.

Simbora! :D

Convite 1º Workshop PHP-ES

maio 14th, 2009

É com muita alegria que a comunidade PHP do Espírito Santo – PHP-ES – convida a toda a comunidade capixaba de desenvolvedores, gerentes de TI, estudantes, curiosos e a quem interessar para participar do 1º Workshop PHP-ES.

O Workshop PHP-ES é um evento regional totalmente dedicado à divulgação e disseminação da linguagem de programação PHP no ES. O evento acontece pela primeira vez, fruto da vontade dos usuários de grupo de PHP?ES em ter um evento exclusivo sobre PHP, afim de promover o interesse regional pela linguagem.

O Workshop PHP-ES será realizado no dia 30/05/2009, sábado, no período de 13h até as 18h no Anfiteatro da UVV – Centro Universitário de Vila Velha – Campus Boa Vista.

As inscrições são GRATUITAS e OBRIGATÓRIAS, pois o número de vagas é limitado, e dão direito ao recebimento do certificado de participação e aos SORTEIOS de vários brindes. Convocamos todos os participantes a trazerem 1kg de alimento não-perecível que será doado a uma instituição.

Segue a grade do evento:

13:00h – 13:40h – Credenciamento
13:40h – 13:50h – Abertura
13:50h – 14:50h – Nadando em Dinheiro com AJAX e jQuery [Reinaldo de Souza "JuniorZ"]
15:00h – 16:00h – Desenvolvimento ágil com Smarty [Gerson Novais]
16:00h – 16:30h – Intervalo
16:30h – 17:30h – CakePHP [Leonardo "Hackin" Freire]
17:30h – Fechamento

Informações e inscrições podem ser feitas em: http://www.php-espiritosanto.com.br/

Equipe organizadora do Workshop PHP-ES

1º Workshop PHP-ES

abril 15th, 2009

homepageSalve pessoal,

É com prazer que informo as primeiras informações sobre o 1º encontro do grupo de usuários PHP do Espírito Santo, vulgo 1º Workshop PHP-ES. Esse evento vem sendo idealizado a algum tempo pela galera do grupo e finalmente saiu do papel graças ao empenho de todos (em especial do amigo Almir M3nd3s), com N threads no grupo de discussão e por ai vai.

» Read more: 1º Workshop PHP-ES

"Bolo" no ENCASOFT 2008

setembro 18th, 2008

Salve pessoal!

É com prazer que informo que recebi um convite para ministrar uma palestra de PHP no Encasoft 2008. :)

O Encasoft (Encontro Capixaba de Software Livre) está chegando em sua quarta edição com esse evento de 2008 e acredito que será tão bacana quanto os anteriores. Organizado pelo grupo Linux-ES,  o evento oferece, entre palestras e mini-cursos, um Install Fest de software livre durante todo o evento, que irá do dia 10 (dia mais voltado para o povo corporativo) ao dia 11 (para o povo em geral) de outubro.

Vou estar ministrando uma palestra introdutória sobre o CakePHP, uma framework MVC para PHP muito difundida na comunidade e com uma curva de aprendizado bem bacana para o poder que ela bota nas mãos do programador.

Meus agracedimentos ao Almir Mendes (http://www.almirmendes.net/blog/) pelo convite e o grande irmão  Paulo César Jeveaux (http://www.jeveaux.com) pela indicação.

E vamo simbora.

P.S.: o Chrome não funfa ainda no Mac e por isso nem posso falar muito sobre ele, mas gostei apesar das limitações. E desenvolver no DashCode para iPhone está mais divertido que desenvolver pro Android.

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