Vitória Digital II

Semana de correria: especulações sobre a chegada do iPhone à terras tupiniquins (pela Vivo, a fofoca é que chegue em meados de setembro), muita correria matando últimas pendências, muita pesquisa em cima do Android e iPhone SDK (em breve mini resenhas dessa imersão de 2 semanas com esses kits), estudo para passar no SCJP e pequenas descobertas de aplicativos bacanas (reviews em breve tb).

Mobilidade tem sido uma das palavras da vez e tem se mostrado um lance pra lá de satisfatório sair do meu mundo Palm e Windows Mobile para novas plataformas, embora ainda não deixe de lado a importância e rentabilidade de aplicações e solução pra essas duas plataformas. Afinal, não existe nenhum smartphone com Android (até o HTC Dream, que todo mundo tá SECO esperando tb) e vai ser mais legal para desenvolver para iPhones quando tiver o meu próprio. :)

E mobilidade vai ser uma das coisas envolvidas na primeira reunião pública do Projeto Vitória Digital, que discuti aqui a alguns posts atrás, que difere da apresentação do projeto no sentido de que eles vão ouvir “a população”, que vai poder opinar sobre os detalhes do projetos e coisas afins. Não é uma oportunidade única de contribuir, já que estão previstas mais algumas reuniões públicas durante o projeto, mas a experiência conta que as idéias e sugestões de hoje podem ser a realidade imutável de amanhã.

Então, quem quiser e puder comparecer será uma boa oportunidade não apenas de conhecer o projeto de perto e da boca de quem o está desenvolvendo, mas também de fazer aqueeeeeele networking ocasional e poder contribuir quem sabe com uma idéia bacana, sugestão e até mesmo uma crítica construtiva.

Para os “arroz-de-festa” tem aquele Coffee Break bacana e vai ter Wireless a rodo para Twitteiros e blogueiros poderem postar coisas ao vivo de lá. O café está muito bom da última vez. hehe

Para saber mais detalhes, acessem essa matéria do Gazeta Online.

Simbora!

The fall and rise of Palm

Agora é fato: vou estar me desligando um pouco do desenvolvimento para web com scripting e pular de cabeça na programação mobile, java (estou ralando nesse momento para tirar minha primeira certificacão JAVA) e manter o blog (acreditem, isso não é promessa de político … hahaha) atualizado … apesar de achar que posso achar um template do WP mais bacana ou ter saco pra customizar um.

A alguns anos debateu-se a falência breve e vindoura da Palm. Para que não está interado, antigamente Palm era sinônimo de empresa de vanguarda em computação móvel e PDAs. Várias empresa (HP, Dell e são exemplos clássicos) tentaram, mas nenhuma obteve talvez a visibilidade e esse “sinônimo” de “organizador pessoal móvel”.

Mais que um organizador móvel, a Palm saltou aos olhos aos olhos de desenvolvedores de soluções comerciais (principalmente de força de vendas) por dois detalhes pra lá de significativas: o preço acessível (em comparação com a maioria dos outros PDAs de sua época) e um SO que aceitava muitas possibilidades de linguagens para desenvolvimento.

Será que vale a pena ainda desenvolver para essa plataforma num mundo de aplicacões online e 3G ?

A resposta posivelmente seja: vale sim. E muito!

A Palm passou por um momento muito delicado e obscuro em sua história a algum tempo atrás: entre entusiastas do Windows Mobile, Symbian e outros que, aliadas aos aparelhos agora GPRS/GSM/1xrtt e tecnologias afins de permitiam acesso à internet sem periféricos externos como a maioria dos Palms exigia ao impacto que isso trazia no sentido da “nova computação móvel”, apresentavam um belo novo mundo, a Palm se perdia entre tentativas frustradas de “voltar ao topo” e toda a pressão de um mercado “main stream” que brandia essa nova “necessidade essecial” de unir ao poder do PDA funções de telefone e unir tudo isso num aparelho apenas.

Isso me fez investir num Qtek 9100 da HTC: o fato de ter de andar com meu Palm Tungsten E com endereços, compromissos e afins e ter que “consulta-lo” para ligar para alguem do celular me deixavam P da vida. O Qtek me abriu num novo mundo de possibilidades, tanto de organização pessoal quanto de plataforma de desenvolvimento.

Lembrei do FOLEO, acredito que a maior tentativa frustrada da Palm em emplacar algo inovador, mas que antes mesmo de ser lançado foi considerado obsoleto e nem foi posto no mercado. O conceito era estranho: qual a necessidade ultraportátil se com seu preço dava para comprar um notebook muito mais aberto e funcional ?

Mas isso é a ponta do iceberg. No meio do bombardeio da mídia pisando no calo, investidas em publicidade de seuas concorrentes e a blogosfera (especializada ou não) metendo o pau indo atrás “da onda”, a Palm continuava vendendo e se re-estruturando.

No Brasil, como sabemos, nada segue as tendências lá de fora em “tempo real”: afinal, tudo chega por último aqui praticamente. E acredito que a maioria das coisas não devem ser encaradas como realidade, principalmente quando vc lê em sites especializados que vivem uma realidade completamente diferente da nossa: tanto tecnológica quanto econômica.

E cá temos a Palm Brasil: a automação comercial no Brasil, a pleno vapor, ainda adota essa plataforma como possibilidade de economia em custo inicial e manutenção. O tamanho pequeno dos programas unidos a relativa memória necessária de armazenamento para um programa de força de vendas médio (o Zire22 tem 32 mega de memória, o que dá e sobra para a grande maioria dos casos) e o pequeno valor de um PDA da Palm (o Zire22 custa em torno de 400 reais) é um prato cheio para implementação de uma solução para micro, pequenos e até médios atacadistas.

No ambiente pessoal, o Palm Centro chegou para ficar. Aos aficcionados pela Palm, com ele o Treo concerteza vai pro espaço. Tela touchscreen e o melhor … aquela KCETADA de aplicativos. A grande maioria, pode ter certeza, voltada para produtividade e organização pessoal e não apenas pra encher linguiça.

No fim das contas, só fica a certeza que a Palm não vai embora dessa vez … e que fique mais um booom tempo. Sim! Eu sou um entusiasta da Palm! ;) hehehe

Simbora.