Posts Tagged ‘convergencia’

Zonas de Convergência nos Games

junho 19th, 2009

Essa semana o mundo geek da tecnologia parou para conferir a E3 2009, a maior feira de entretenimento eletrônico do planeta. A feira é a oportunidade perfeita para as empresas lançarem produtos, tirarem onda e principalmente mostrarem o que está por vir.

Claro que como nerd/geek tarado por video games (um dia ainda vou ganhar grana com isso) eu pirei com todos os jogos e tecnologias que estão por vir. Mas nada se compara a extremamente grata surpresa proposta pela (cof,cof) Micro$oft.

Sim, a Micro$oft: na época que todo mundo duvidava dela quando o Xbox chegou pra bater de frente com consoles como o PS2, eles botaram pra quebrar com o XBOX 360. O fato dele ter sido “destravado” primeiro foi um impulso e tanto aqui no Brasil, movido pela pirataria, pra todo mundo compra-lo: o PS3, quem diria, perdeu espaço pra ele e pro Nintendo Wii.

A Nintendo, depois de amargar uma “menopausa tecnológica”, emplacou o Nintendo Wii, com um detalhe ignorado num mundo por tempos regido mais pelo processamento do videogame do que suas formas de iteração: a forma de controle do jogo.

Sem um controle de duzentos botões como seus concorrentes, impeditivo e carrancudo para muitos “mortais”, o Nintendo Wii primou pela simplicidade em seu controle, mas de uma forma inusitada: o controle com quase nenhum botão mas com uma forma de iteração por movimento que revolucionou o mundo do video game.

Quem já teve uma experiência num Wii pode dizer que não existe nada igual. A liberdade é impressionante e a forma de iteração com os jogos um trunfo: foi a volta dos jogos simples pra família inteira jogar, sem se preocupar com aquela monstruosidade de botões. Hoje, até o papai e a mamãe podem jogar finalmente, como nos bons tempos do Atari. O video game enfim voltou a ser uma “diversão família” novamente.

Isso era impressionante até a E3 2009, quando a M$ apresentou o Project Natal: uma forma de iteração que não usará nem controles físicos, nem botões. O Project Natal vai permitir a iteração pura e simplesmente por captação de movimentos e voz! oO

Confesso que havia MUITO tempo que não ficava abismado com algo: desde os tempos do primeiro iPhone, do Ubiquity, do Google Earth e do próprio Wii, eu não sentia aquela sensação que dá vontade de falar “Puta queo pareo!”.

O projeto se baseia em camêras, sensores e um microfone para que a pessoa possa iteragir com o game. Game ??? Agora cheguei ao ponto que queria chegar.

Que os video games estão aos poucos se tornando portas viáveis para os mais diversos tipos de aplicação ja é notório: os jogos educativos foram o início dessa revolução, mas hoje com o advento das conexões de banda larga em praticamente todos os video games, as atualizações e customizações das característica dos games, como novos personagens, fases, músicas e afins, deram um poder INFINITO de extensão dos jogos.

E-learning aplicado à tantas áreas que não conseguiria enumerar aqui, RPGs com cunho educativo, MMORPGs sociais com “quests” do tipo “Estude isso, faça a prova para ganhar tal coisa”. É tanta coisa que passa na minha cabeça que eu poderia ficar aqui por dias digitando.

Com o Project Natal extrapolamos a simulação imperfeita das ações do jogo, baseado em botões e direcionais, para uma simulação muito mais perfeita. O chute na bola vai ser mecânico e corporal, diferente da combinação de botões+direcional ou mesmo situações fisicamente irreais.

Agora imaginem só as seguintes situações:

  • Você jogando um RPG ou jogo de tiro de primeira pessoa, onde você pode olhar para qualquer direção, trocar de arma movendo os braços, atirar mirando na pessoa que quiser …
  • Um RPG onde você ao inves de clicar num NPC (aquela galera que você conversa para saber informações no jogo), dizer perto dele “Ei, posso falar com você?” e ele lhe responder prontamente. Mais que isso, um RPG inteligente que ao invés de lhe dar informações já pre-definidas, possa responder mais “humanamente” a uma pergunta qualquer, mesmo que sem sentido;
  • Um jogo de xadrez onde vc move as peças do seu sofá;
  • Jogos de aeróbica e exercícios físicos;
  • Um Guitar Hero onde você toca Air Guitar e ainda por cima ele conta como nota o quanto você “agitou e quebrou tudo no palco”. Ohhh Yeah;
  • Jogos infantis onde a criança vai iteragir com os personagens para aprender coisas falando com os personagens: o personagem pergunta “Ei Fulano, quando é dois mais dois?” … “Isso! Você acertou”. Esqueçam as cartilhas;

Será que estamos às portas de uma revolução não apenas dos video games e do entretenimento eletrônico, mas de uma revolução na forma da distribuição de conhecimento por uma mídia tão potencialmente multi-facetada como a dos video games ?

Eu estou pagando pra ver! :)

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes