Salve pessoal,
Resumir num post apenas o impacto de um evento da importância do AgileBrazil 2010 na vida de um desenvolvedor/gestor é complexo mas vou tentar dar apenas uma pequena e humilde visão do que foi isso.
Remontando alguns fatos, a Giran hoje trabalha muito fortemente com metodologias ágeis (Scrum/XP) a mais de um ano: ou seja, desde que montamos ela. heheh Mas é com o passar dos dias, projetos, pessoas, dificuldades e experimentos é que se consegue ter as reais motivações da definição dos valores do Manifesto Ágil e das técnicas usadas para se manter uma empresa ágil…
Mas ser ágil é o quê? Implementar o Scrum, seguir tudo que o manifesto ágil prediz, fazer religiosamente todas as fases antes e durante uma sprint: não quebrar as regras que agilistas e metodologias dizem? Ou seja, respeitar o processo do início ao fim? Você se mantém assim porque sua empresa é realmente ágil ou tornou sua empresa “ágil” apenas para dar um nome mais bonito ou mais hype pro seu “processo” batido do dia-a-dia com incrementos pra tentar levantar o moral da equipe e/ou vender sua empresa como uma empresa “inovadora” ou “jovem”?
É exatamente em eventos como o AgileBrazil que a percepção em relação à isso se torna EXTRAMAMENTE palpável, visível e de um bom senso tão argumentado e lapidado que chega a ser engraçado como as pessoas e as vezes nós mesmos não conseguimos enxergar algo que está na frente do nosso nariz.
A tônica do evento foi uma: você é realmente ágil? Está nessa pela fama | grana | hype ou qualquer coisa que realmente possa fomentar algo positivo pra sua empresa? Bote a mão no coração e pergunte pra si mesmo: porque você quer ser ágil ou se acha ágil?
As flexões mentais em relação à isso foram levadas a cabo por vários dias (no meu caso por dois) e horas, ensinados, desmontados, analisados e remontados por vários e principais nomes do movimento ágil do brasil e no mundo! Sim, O Martin Fowler em pessoa abriu o início das palestras e jogou luz onde geralmente ninguém vê (ou não gosta de ver).
Com uma estrutura de tirar o chapéu, feito na PUC com uma puta estrutura, uma bolsa com caneta, bloco e até caneca, a organização foi impecável em todos os sentidos possíveis. E o networking … essa parte foi um show a parte. Como disse pros brothers da Bluesoft, é muito foda ver as pessoas fora dos quadradinhos do Twitter e ver que elas são muito mais bacanas ao vivo.
Como eram muitas palestras, eu e meus companheiros na expedição (@jeveaux o @makoto_vix) nos separamos para cobrir o máximo de assuntos. Descrever tudo o que conseguimos absorver nesses dois dias ainda está cedo e talvez vire até post mas resumidamente vi:
- Gente usando BDD/TDD pra substituir boa parte da documentação da descrição de requisitos (coisas que o cliente quer)
- Como otimizar bastante do processo de TDD e torna-lo mais suave
- Como ir além no uso do kanban
- Integrar GTD + Pomodoro + Scrum + Platão (sim, rolou até platão)
- Nomes de vários livros e sites FODARASSOS
- Monstros da agilidade andando ali do lado
- Porque a Giran é ágil …
- E porque eu quero continuar com ela SEMPRE ágil
Se teve partes ruins? A única parte ruim é a saudade de casa, o café que acabou MUITO rápido nos coffee breaks e o cansaço nos aeroportos. Do resto, tudo muito foda.
E o que senti de verdade: é MUITO bom estar entre gigantes da agilidade e reconhecer que tenho (temos) que crescer, estudar e amadurecer muito e sempre. E ainda bem que existem eventos como esse pra irmos todo ano e continuar cada vez mais humildes, felizes … e ágeis.
\\// Vida longa e próspera a todos.

