Meu ambiente de trabalho em 7 itens

Aloha pessoal gente boa,

Este post é para continuar o MEME que começou com um cara que teve uma idéia bacana e repassou para “um lugar onde as pessoas eram loucas … e super taradas … um lugar do car*lho”. 🙂 Fui convidado/convocado pelos amigo-sócio-futuro-papai-babão Paulo Jeveaux (@jeveaux) e amigo-recurso-pato-no-SFIV-novo-railer Almir M3nd3s (@m3nd3s).

1) Macbook Pro + Mac OS

O único notebook que tive na vida antes dos meus Macs foi um HP Pavillion ZV6000 que me deu uma dosalgia sinistra. Sempre fui um entusiasta de gravação caseira (gravei algumas demos para bandas de metal de alguns amigos) e sempre tinha optador por PCs desktop com placas de som, bastante RAM e HD. Meu contato com o Mac surgiu quando comecei a trabalhar mais frenéticamente em home office e trampava com o @jeveaux para uma empresa paulista. Utilizávamos o Net-argh-beans e havia um processo que ele disparava de indexação do projeto que demorava até horas pra concluir. Precisava desesperadamente de processamento e mobilidade: comprei um Macbook branco. 🙂

O Macbook durou bastante, mas precisava de mais memória e processamento. Abrimos a Giran e decidimos comprar pra gente dois Macbooks Pro. 🙂 Daí pra frente, foi só alegria.

O Macbook Pro é um puta computador em todos os sentidos, com um ótimo processamento, uma tela com imagem perfeita e um trackpad que posso afirmar ser o melhor trackpad do mercado para quem trabalha o dia inteiro no computador. Quando falam que o valor de um Mac é proibitivo, eu penso: é sua ferramenta de trabalho e daí que vai sair seu ganha-pão. Imagine aquele loading de 2 segundos inúmeras vezes durante sua vida? Hoje eu não tenho ele mais. 😀

2) Giran (minha empresa, meu lar)

“Como o @jeveaux” falou, a Giran hoje é a minha razão de ser/estar, inicio-meio-fim do tesão que tenho para trabalhar e é sim um item de trabalho indispensável de ser comentado. Como item de trabalho, a Giran é como uma caixa de ferramentas com vários subitens que fazem meu trabalho render (e as vezes procrastinar um pouco, é verdade):

  • um time de pessoas insanas e taradas no que fazem
  • café, refri, cerveja, xbox e um monte de coisas legais
  • um ambiente confortável pra trabalhar
  • as piadas sem graça e tiradas nerds (em especial do @franciscosouza e @makotovh)

Não tem como hoje eu dissociar meu ambiente de trabalho disso. Também acho que se sua empresa não é um item de trabalho que te dá diferencial ou se torna algo indispensável pra você, você deve estar triste e incompleto e poderia numa certo momento procurar um lugar mais legal pra ser feliz. (risos)

3) GTD + Pomodoros + caderninho

Esse item hoje é um dos responsáveis por muita coisa no meu trabalho (e na minha vida) terem melhorado em qualidade e efetividade. Quando se fala pras pessoas sobre a caixa de tempo e controle do seu dia com Pomodoros e controle de tarefas (e hábitos de vida para se organizar melhor) com o GTD muita gente acha que é papo de auto-ajuda ou mesmo mais um daqueles métodos que consideram que você já deve ter nascido assim para as coisas darem certo.

Rapidamente, o GTD (Get Things Done) é um método para ajudar você a organizar suas tarefas num todo e a Pomodoro Technique é uma técnica que basicamente lhe diz pra dividir seu tempo em ciclos de 25 min, onde entre eles você DEVE descansar ou algo do tipo por 5 min.

Hoje, todo dia pela manhã marco os pomodoros que vou concluir para as tarefas da Giran e tarefas do meu Things (programa pra Mac fantástico para quem segue o GTD) para ligações, e-mails e coisas do tipo que antes eu deixava passar batido: deixei de pagar muita multa de conta e esquecer de mandar e-mails com 15 min toda manhã pra me organizar.

Tudo isso eu faço no caderninho, que já teve várias encarnações: bloco da empresa-que-o-email-só-funciona-quando-quer-e-vive-em-expansão-de-estrutura, bloco de folhas avulsas, folhas A4 e agora agenda. 🙂 O que importa é você ter um meio onde rabiscar, apagar, desenhar ou o que for pra sentar onde quiser com um lápis e um café. 🙂

Vale a pena tentar conhecer. 😉

4) Textmate

Sempre usei IDEs pesadas e cheias de putarias na época que desenvolvia em PHP. Isso me deixou um pouco “burro e preguiçoso”, porque as IDEs não promoviam uma concentração e prazer em simplesmente codar, mas de aprender a usar a IDE, conviver com aquele monte de botões espalhados pela tela e coisas do tipo.

O Textmate no início foi tenso mas com alguns dias se nota o quanto de produtividade ele te dá. Os bundles (comandos, code-completion, snippets e padrões de cor) para várias linguagens que ele te dá são uma mão na roda e ainda são customizáveis. Tudo isso se junta à uma interface que vai direto ao ponto e um ambiente muito leve de ser rodado.

Fico sacaneando os caras que usam o (Mac|G)Vim por ter que digitar 50 comandos pra inserir uma linha, mas a verdade é que IDE é um lance muito pessoal: e com certeza hoje o Textmate é o melhor pra trabalhar.

5) Git + Github

É certo afirmar que o Git mudou minha vida como desenvolvedor. Trabalhei por muito tempo com backups normais, SVNs e coisas do tipo, mas nada chegou perto do Git. Utilizar o Git, para quem não conhece, é muito mais que usar apenas uma ferramenta de versionamento.

Trabalhar com o GIT é uma imersão de como codar simples, comitar aos poucos, trabalhar em time, dar atenção à cada pequeno código, aos comentários sobre o que você fez e muito mais. Desde que comecei a trabalhar com o Git, meus códigos melhoraram exatamente quando comecei a commitar mais, pouco a pouco. 🙂

O que turbina a experiência é utilizar o Github, um serviço online assustadoramente bom que permite visualizar seus repositórios, gerenciar usuários e permissões de acesso à eles, gráficos e facilidade de toda qualidade para gregos e troianos. Acho que foi um dos serviços online do gênero que hoje não tem como viver sem. 🙂

6) Google

É impossível hoje trabalhar sem o Google. São buscas para resolver problemas de programação, de gestão, de depressão e chatice (para dar umas boas risadas). Como gestores de empresas e projetos, eu e o @jeveaux nunca respondemos tantos e-mails e enviamos tantas propostas quanto nesses últimos-quase dois anos: o Gmail tem sido nosso companheiro de todos e dias e quase todas as horas.

Nosso domínio hoje está no Google Apps: qual melhor lugar pra botar nosso dominio e e-mails que no próprio Google? Se ele cair, não vou me preocupar porque provavelmente a internet do planeta inteiro vai estar reclamando. Ahe uhaEUAE AE 🙂

Migramos o site da Giran para o GoogleAppEngine: não gostamos muito da estabilidade do serviço, mas tenho certeza que isso vai melhorar muito em breve. 🙂

7) Agilidade = XP + SCRUM + Rails (com um pouco de PHP, Java e Python)

Para finalizar, desde que abrimos a Giran temos trabalhado extensivamente com tudo o que achávamos ser legal e que não deixavam a gente fazer. Começar a trabalhar com Scrum foi uma dessas coisas e estamos usamos sempre em todos os projetos, de nossa maneira e aparando arestas: afinal, o Scrum tem que ser flexivel o bastante pra ajudar e não atrapalhar. Mesmo com o hype/buzz que se fez em cima, continuamos usando e sendo felizes utilizando Scrum e boa parte das práticas XP, principalmente o pair-programming que vem tendo resultados surpreendentes a cada dia.

Junto disso, migramos para o Rails todos os novos projetos. Junto disso veio uma carga de aprendizado e produtividade que nem em nossos melhores prospectos esperávamos ser tão bom. Foi um #win que estamos trabalho para virar possivelmente um dos maiores #epicwin.

Quando se muda, não se muda apenas com o que se trabalha mas como se trabalha: o Rails compele você a trabalhar da forma correta com testes e trás consigo toda uma consciência e forma de se trabalhar que com poucas semanas já mostra resultados bacanas e sustentáveis.

Mas ainda gosto de PHP, Java e ficando cada mais empolgado com as possibilidade do Python. 🙂

That’s all folks …

Algumas coisas que poderia citar também como itens indispensáveis de trabalho é o iPhone (que me deu mobilidade e agilidade para responder e-mails de onde estiver fácil), meu monitor gigante/magic-mouse/teclado-wireless (que me trouxe mais produtividade) e o Redmine (que ajudou a gente a controlar bem os projetos e o que os recursos meninos andam fazendo) e outras coisas … mas tá valendo.

Como o @m3nd3s e como o @jeveaux ja colocaram a galera do time toda, vou estender o convite à outras três pessoas:

Simbora! 🙂

Vem nimim 2011 – desafios, metas e tudo mais

Aloha povo, hackers, curiosos e afins.

Fazia tanto tempo que não escrevia que fiquei assustado com a quantidade de drafts que estão travados no WordPress esperando ganhar o mundo: alguns deles vão rodar mas outros “com certeza” vão sair. Não, isso não é diálogo para acalentar bovinos nem nada do gênero.

2010 foi um ano muito foda:

  • a Giran foi muito bem: entregamos projetos maneiros e melhoramos como nunca como um time +
  • migrei do PHP para o Ruby on Rails (um post sobre isso sai esse mês sem falta) +
  • desenvolvi alguns lances maneiros pra iPhone com Titanium e Objective-C
  • descobri no final do ano que meu refluxo não me castigou tanto quanto pensava +
  • conheci minha namorada, uma mulher bonita e rara que se amarra em mato mas não gosta de insetos e de escuro, que gosta de me ver nerdando, me acompanha nas psicoses geeks e me dá uns pedala quando to fazendo merda … <3 Karolaine +++++
  • comprei um Arduino Mega e bugingangas: tô numa vibe frenetica pra fazer coisas com ele. 🙂 +
  • as bobeiras tecnológicas foram bem também: comprei um iPhone 4, guitarras pro Guitar Hero, o Kinect … +
  • aprendi um monte de coisas de Python, Linux, GIT, Scrum, integração contínua, TDD/BDD e todo tipo de coisa +
  • fiquei sem teto e estou procurando um lugar ainda para morar em definitivo –
  • quase não toquei guitarra e a meu lado musical ficou jogado às traças =/ –
  • comprei um tênis e um sensor da Nike pra correr usando o iPhone pra ver meu desempenho: não corri muito. 🙁 –
  • vendi algumas coisas que não usava mais e pratiquei meu desapego 🙂 +
  • animei de malhar, mas não saiu da animação –
  • fui pra vários eventos geeks/nerds fodarásticos ++
  • fui ver meus avós laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah na Paraíba +

Num resumo, pode-se dizer em verdade que 2010 foi um ano em que melhorei em muitos aspectos pessoais mas realmente deixei a desejar em coisas mais simples da vida que realmente fazem valer a pena o cotidiano. Passei a dormir mais por noite é verdade, mas por outro lado não consegui dar foco como gostaria em vários fatores pra alcançar algo que não tinha dado muita a atenção nunca: saúde.

Relaxei bastante na parte de leituras não-técnicas: não fosse o Absolute Sandman vol.1 teria lido muita coisa técnica. O fator “você agora deve ser um gestor além de programador” também caleja bastante o cidadão. Mas até que levamos bem, eu acho.

Como diria um amigo meu: 2010 foi adequado. 🙂

E 2011 tio?

O ano começou bem chato com essas tragédias naturais todas e com alguns pequenos revezes mas a tendência é aquela manos®: estudar feito louco, ter várias “sortes”, estar preparado para as mudanças, torcer para que tudo dê certo e tentar ser feliz como nunca.

Como nada na vida se faz direito sem planejamento e sem ter um horizonte para onde se olhar e dizer “Eu quero chegar ali“, um planejamento pé-no-chão tem que ser feito. On the last year aprendi que não adianta se encher de responsabilidades, sonhos impossíveis e principalmente tentar fazer N coisas ao mesmo tempo: você acaba gastando energia que você poderia gastar se bem focado ou com menos coisas definidas.

Enfim, o que importante não é tanto o que se deve, mas o que se pode fazer. O que vier de resto é lucro. 🙂

  • comprar um cafofo pra eu morar e economizar bastante
  • masterizar o Ruby/Rails/Rspec/…
  • desenvolver um projeto comercial com Django e começar …
  • desenvolver mais pra iPhone
  • hackear bastante o Arduino junto com o Kinect 🙂
  • correr 3 vezes por semana e entrar na academia
  • comprar apenas dois gadgets: 1 e-book reader (Kindle ou iPad) e <não-sei-o-que-vai-acontecer-esse-ano>
  • praticar o ZTD e tentar o desafio das 100 coisas
  • viver … 😀
  • pensando seriamente em fazer eletrotécnica ou algo voltado pra eletrônica
  • continuar praticando o desapego
  • vender e doar minhas coisas de musica para quem precisa
  • E ………

Outra das  coisas mais importantes que aprendi é que os planos quase nunca respeito o “Plano A” e a vida/existência/universo sempre conspira pra lados bem obscuros as vezes. O que mais temos que fazer é se adaptar à essas novas realidades na melhor e menos destrutiva forma possível.

Vem nimim 2011 … e vamo simbora.

Moving to Python/RubyOnRails

Salve people,

Estava com saudades de escrever coisas por aqui bacanas mas estava às avessas com Giran, eventos e tudo mais. É claro que que a desculpa “falta de tempo” não existe quando você está motivado e focado em algo. Continuo motivado com muita coisa, principalmente com o crescimento natural e meio que imposto pela velocidade que as coisas estão acontecendo que pedem cada vez mais uma postura e abordagem que exige muita muita MUITA disciplina.

Mas uma coisa que não me motiva à tempos foi o PHP, não pela linguagem e sim mas todo um entorno que acabavam impactando diretamente na melhoria continua disso.

Frameworks

Larguei o CakePHP pelo CodeIgniter em busca de uma framework mais light e customizável. O CodeIgniter serviu muito bem, mas peca em duas coisas muito importante que era o suporte mais integrado à testes e um ORM bacana. Nem o SimpleTest nem o PHPUnit se mostraram muito bem integrados e o ORM mais bacana que achamos foi o Overzealous DataMapper. São duas boas ferramentas, mas que não atingiram totalmente (e juntas) o objetivo que era ter coisas estáveis pra desenvolver.

A pouco tempo palestrei sobre frameworks, mas acho que tem que melhorar muito até chegar num nível de maturidade legal. Ou seja, isso acaba atrapalhando e muito a questão de trabalhar com todas as ferramentas e técnicas possíveis para o desenvolvimento de aplicações com alto nível de qualidade. Para quem não demanda toda a qualidade que estou/estamos buscando, essas ferramentas são show de bola demais.

Existe uma certa carência de um set de ferramentas que possam trabalhar em conjunto para oferecer a sustentabilidade desejada para um projeto de, digamos, qualidade máxima.

Não estou dizendo que as ferramentas são ruins mas cheguei num ponto em que queria me focar mais no negócio e por isso espero ferramentas que ja estejam maduras o suficiente para que eu possa confiar nelas. Num certo ponto estava me preocupando com questões de estabilidade e funcionamento que eu esperava ja terem sido resolvidas pelos projetos.

Desafio

Por conhecer e programar em PHP a MUITO tempo, cheguei num nível que ou me dedicava ao desenvolvimento de uma ferramenta ou algo mais tenso para manter isso aceso ou partiria para a evangelização da linguagem, o que faço em partes como um dos coordenadores do PHP-ES. Desenvolver um projeto novo é legal, mas prefiro contribuir com os que existem com patchs e o que puder … e desenvolver algo novo deve primar pela idéia em si e não pela tecnologia. E se a idéia é nova, porque não brincar com outra coisa nova?

Mas lá no fundo entrei em loop no que tange aprender mais PHP. E isso, dentro do meu universo pessoal onde mudo e toda hora procuro algo pra fazer, chegou a um ponto que ficou insustentável. Como diria o poeta “Já deu …”.

Comunidade

Acredito que faça dois anos que começamos de fato com os eventos com o PHP-ES e estava tudo indo bem exceto por dois pontos:

  • a falta de mobilização da comunidade em prol de algo que não seja discutir salários e questões banais como sindicalização no forum
  • a falta de interesse do próprio time de coordenação em querer fazer as coisas da melhor maneira, ajudando no dia-a-dia e não apenas não-presencialmente

Não julgo ninguém, mas no fundo fui me sentindo meio que lutando e tentando fazer crescer um Mercado onde as pessoas de certa forma ou não se interessem tanto, enquanto comunidade, ou não estão preocupadas com evolução, isso tanto pessoal quando novamente em comunidade.

Me amarro em fazer eventos e ensinar o pouco que sei sempre, seja por blog, por MSN, em eventos ou o que for mas no caso de eventos é um sentimento meio chato não ver as pessoas se movendo em prol de um objetivo mútuo. Deve ser a idade chegando, mas já havia passado por algo em outras áreas de atuação (fiz muitos eventos de heavy metal que rolavam várias coisas do gênero). Se não existe comunidade, você luta pra fazer crescer uma. Quando já existe e você vê o desinteresse das pessoas, você precisa tomar descisões e a minha vibe é de “estou aqui pra ajudar mas tomar a frente não tão cedo”.

Porque Python/Ruby on Rails?

A escolha do Python e Rails foi a mais natural pois ambas são linguagens de script. Além disso, uma penca de coisas me levaram a escolher essas duas também:

  • comunidade irada
  • frameworks maduras
  • ferramental para testes e tudo mais maduros
  • Orientadas a objeto de verdade
  • Preparadas para o que der e vier

O Python/Django foi uma escolha bacana no sentido de que se pode desenvolver tanto para web quanto para uma pá de outras coisas, até pra iPhone. 😉

O Ruby/Rails foi outra escolha bacana por ser atualmente, sem modismo, uma das (se não a melhor) framework para desenvolvimento web, e que segue “por default” uma filosofia voltada à qualidade e agilidade. Vi várias coisas embasbacantes na QCONSP (vou escrever um post bacana sobre essas coisas) e é motivante ver tanta gente correndo atrás da melhora não apenas da ferramenta mas da comunidade toda em si.

Muitas oportunidades sempre rolaram em relação a desenvolver com elas e acho que chegou a hora de me dedicar a isso com força.

Então PHP nunca mais tio???

Deixar de estudar uma linguagem não é um “nunca mais trabalho com ela” nem coisa do tipo. Tive ótimos feedbacks em relação aos posts de TDD com o Simpletest e pretendo continuar (mas com PHPUnit talvez) com mais algo de Selenium … enfim, coisas mais voltadas à qualidade de código final do PHP do que o desenvolvimento dele em si.

Além de continuar falando sobre PHP em relação à isso, pretendo estar ajudando a comunidade seja como palestras, ajudando os amigos da coordenação com os eventos e todos que ainda puder ajudar ensinando algo porque afinal … eu gostcho!

Enquanto isso, vamos seguindo nossas vidas e seja o que Alah quiser.

Hugs!

#AgileBrazil 2010: Eu fui … e foi foda!

Salve pessoal,

Resumir num post apenas o impacto de um evento da importância do AgileBrazil 2010 na vida de um desenvolvedor/gestor é complexo mas vou tentar dar apenas uma pequena e humilde visão do que foi isso.

Remontando alguns fatos, a Giran hoje trabalha muito fortemente com metodologias ágeis (Scrum/XP) a mais de um ano: ou seja, desde que montamos ela. heheh Mas é com o passar dos dias, projetos, pessoas, dificuldades e experimentos é que se consegue ter as reais motivações da definição dos valores do Manifesto Ágil e das técnicas usadas para se manter uma empresa ágil…

Mas ser ágil é o quê? Implementar o Scrum, seguir tudo que o manifesto ágil prediz, fazer religiosamente todas as fases antes e durante uma sprint: não quebrar as regras que agilistas e metodologias dizem? Ou seja, respeitar o processo do início ao fim? Você se mantém assim porque sua empresa é realmente ágil ou tornou sua empresa “ágil” apenas para dar um nome mais bonito ou mais hype pro seu “processo” batido do dia-a-dia com incrementos pra tentar levantar o moral da equipe e/ou vender sua empresa como uma empresa “inovadora” ou “jovem”?

É exatamente em eventos como o AgileBrazil que a percepção em relação à isso se torna EXTRAMAMENTE palpável, visível e de um bom senso tão argumentado e lapidado que chega a ser engraçado como as pessoas e as vezes nós mesmos não conseguimos enxergar algo que está na frente do nosso nariz.

A tônica do evento foi uma: você é realmente ágil? Está nessa pela fama | grana | hype ou qualquer coisa que realmente possa fomentar algo positivo pra sua empresa? Bote a mão no coração e pergunte pra si mesmo: porque você quer ser ágil ou se acha ágil?

As flexões mentais em relação à isso foram levadas a cabo por vários dias (no meu caso por dois) e horas, ensinados, desmontados, analisados e remontados por vários e principais nomes do movimento ágil do brasil e no mundo! Sim, O Martin Fowler em pessoa abriu o início das palestras e jogou luz onde geralmente ninguém vê (ou não gosta de ver).

Com uma estrutura de tirar o chapéu, feito na PUC com uma puta estrutura, uma bolsa com caneta, bloco e até caneca, a organização foi impecável em todos os sentidos possíveis. E o networking … essa parte foi um show a parte. Como disse pros brothers da Bluesoft, é muito foda ver as pessoas fora dos quadradinhos do Twitter e ver que elas são muito mais bacanas ao vivo.

Como eram muitas palestras, eu e meus companheiros na expedição (@jeveaux o @makoto_vix) nos separamos para cobrir o máximo de assuntos. Descrever tudo o que conseguimos absorver nesses dois dias ainda está cedo e talvez vire até post mas resumidamente vi:

  • Gente usando BDD/TDD pra substituir boa parte da documentação da descrição de requisitos (coisas que o cliente quer)
  • Como otimizar bastante do processo de TDD e torna-lo mais suave
  • Como ir além no uso do kanban
  • Integrar GTD + Pomodoro + Scrum + Platão (sim, rolou até platão)
  • Nomes de vários livros e sites FODARASSOS
  • Monstros da agilidade andando ali do lado
  • Porque a Giran é ágil …
  • E porque eu quero continuar com ela SEMPRE ágil 🙂

Se teve partes ruins? A única parte ruim é a saudade de casa, o café que acabou MUITO rápido nos coffee breaks e o cansaço nos aeroportos. Do resto, tudo muito foda. 😀

E o que senti de verdade: é MUITO bom estar entre gigantes da agilidade e reconhecer que tenho (temos) que crescer, estudar e amadurecer muito e sempre. E ainda bem que existem eventos como esse pra irmos todo ano e continuar cada vez mais humildes, felizes … e ágeis.

\\// Vida longa e próspera a todos.

Giran na QCon SP! #win

Aloha! Postzin jabá realização de #sonhos! 🙂

É com IMENSO prazer que a Giran recebeu um convite para apresentar um case de sucesso na QCon SP este ano …… o que é a QCon????

QCon São Paulo – O principal evento de arquitetos e desenvolvedores chega a América Latina. O QCon SP traz, dias 11 e 12 de setembro, ícones internacionais e nacionais de diversas áreas, com apresentações de alto nível técnico. Com sistemas cada vez mais complexos, o QCon aborda não apenas uma única tecnlogia ou aspecto: passa de Java, .NET e Rails até Arquitetura, Design, Cloud, Escalabilidade, Replicação, Cache e casos de sucesso. Serão dois dias com mais de 40 palestras de alto nível.

O case que será apresentado será o da WINE.COM.BR, o maior e-commerce de vinhos da América Latina e eleita esse mês como uma das 5 lojas mais rápidas da internet brasileira dentre as GRANDES. A Giran é responsável pelo desenvolvimento, manutenção, extensão, novas implementações … enfim: exceto pela parte de design, fazemos tudo. =) Hoje MUITO mais que cliente-fornecedor, somos parceiros e amigos e isso é um ingrediente muito importante pra tudo isso dar certo.

Ou seja, é difícil expressar, tanto como desenvolvedor como empresário, o prazer/realização/felicidade que é receber um convite desses depois de um ano de trabalho duro, sério, feito com carinho mas principalmente do jeito que a gente sempre pensou que daria certo… e DEU! 🙂

O que nos deixa mais felizes ainda, é exteriorizar com fatos CONCRETOS que a Giran é o que é pelas pessoas que estão dentro dela, o que pra muita gente é apenas conversa ABSTRATA. Chegar num ponto desses é apenas uma constatação que existe sim vida (e que vida… hehe) após o SCRUM/Pair Programming/DailyScrum/XBOX/Cerveja-e-refri-na-geladeira/Pessoas-ao-invés-de-recursos-e-porcentagens até num mercado que muita gente critica pela falta de recursos como o do ES.

O case será apresentado pelo irmão-sócio-amigo Paulo Jeveaux e o nosso padawan, em breve Jedi, Gabriel Benz (@glbenz … tá na hora dele fazer um blog) junto com outras palestras com grandes nomes nacionais e internacionais. 🙂

No blog do Jeveaux tem um post bacana sobre o que será abordado e tudo mais!

Que força esteja com vocês e vida longa e próspera. \\//