iOS 8.0.2 e a Blue Screen of Death

De uns tempos pra cá a falta da tal “qualidade absoluta”, que a Apple sempre se gabou de ter, tem sido sentida por todos com produtos como o Mac OS X (o Mavericks não é o primor de desempenho e 0 bugs que todos gostariam) mas notoriamente agora com o iOS 8.X.

O 8.0 já saiu de fábrica com alguns bugs estranhos que zuaram o Healthkit, uma das grandes novidades alardaeadas como AMAZING. Os caras lançaram um patch com a versão 8.0.1 que absurdamente trouxe mais bugs. Ai os caras correm atrás do prejú e lançam a versão 8.0.2 certos que iriam abafar e impressionantemente … falham novamente. Problemas de paginas não abrindo no Safari, apps zuadas…

A pior delas, contudo, é a Blue Screen Of Death: uma tela azul que aparece depois do reboot pós-update e que fica assim eternamente até seu celular morrer. Fiz essa joça ontem à meia noite e fui agraciado com essa nova feature.

A solução: fazer o restore completo do iPhone ou o downgrade.

Para saber como fazer, se nunca tiver feito:

  • Aperta o botão home + o botão de power por 10 segundos
  • O iPhone vai reiniciar. Espere até ele ficar totalmente preto
  • Mantenha o botão home apertado
  • Abra o iTunes e conecte o iPhone: ele vai entrar em modo de Restore
  • Mande restaurar o iPhone

Se não der da primeira vez, tente novamente: eu tive que fazer o processo 2 vezes pro iPhone voltar ao normal. =/

Pra mais gente reclamando informações, dê uma sacada nos fóruns da Apple: https://discussions.apple.com/thread/6566179 (a solução do restore mais de uma vez veio de lá)

Então, se estiver pensando em fazer a burrada o upgrade do seu iOS para o 8.0.2, não deixe de fazer o backup dele antes pois a possibilidade de dar uma tela azul da morte é real.  A real: não vale a pena ainda upar pra ela até que a Apple e os sites especializados soltem um “Aleluia!!! Agora foi”.

The fall and rise of Palm

Agora é fato: vou estar me desligando um pouco do desenvolvimento para web com scripting e pular de cabeça na programação mobile, java (estou ralando nesse momento para tirar minha primeira certificacão JAVA) e manter o blog (acreditem, isso não é promessa de político … hahaha) atualizado … apesar de achar que posso achar um template do WP mais bacana ou ter saco pra customizar um.

A alguns anos debateu-se a falência breve e vindoura da Palm. Para que não está interado, antigamente Palm era sinônimo de empresa de vanguarda em computação móvel e PDAs. Várias empresa (HP, Dell e são exemplos clássicos) tentaram, mas nenhuma obteve talvez a visibilidade e esse “sinônimo” de “organizador pessoal móvel”.

Mais que um organizador móvel, a Palm saltou aos olhos aos olhos de desenvolvedores de soluções comerciais (principalmente de força de vendas) por dois detalhes pra lá de significativas: o preço acessível (em comparação com a maioria dos outros PDAs de sua época) e um SO que aceitava muitas possibilidades de linguagens para desenvolvimento.

Será que vale a pena ainda desenvolver para essa plataforma num mundo de aplicacões online e 3G ?

A resposta posivelmente seja: vale sim. E muito!

A Palm passou por um momento muito delicado e obscuro em sua história a algum tempo atrás: entre entusiastas do Windows Mobile, Symbian e outros que, aliadas aos aparelhos agora GPRS/GSM/1xrtt e tecnologias afins de permitiam acesso à internet sem periféricos externos como a maioria dos Palms exigia ao impacto que isso trazia no sentido da “nova computação móvel”, apresentavam um belo novo mundo, a Palm se perdia entre tentativas frustradas de “voltar ao topo” e toda a pressão de um mercado “main stream” que brandia essa nova “necessidade essecial” de unir ao poder do PDA funções de telefone e unir tudo isso num aparelho apenas.

Isso me fez investir num Qtek 9100 da HTC: o fato de ter de andar com meu Palm Tungsten E com endereços, compromissos e afins e ter que “consulta-lo” para ligar para alguem do celular me deixavam P da vida. O Qtek me abriu num novo mundo de possibilidades, tanto de organização pessoal quanto de plataforma de desenvolvimento.

Lembrei do FOLEO, acredito que a maior tentativa frustrada da Palm em emplacar algo inovador, mas que antes mesmo de ser lançado foi considerado obsoleto e nem foi posto no mercado. O conceito era estranho: qual a necessidade ultraportátil se com seu preço dava para comprar um notebook muito mais aberto e funcional ?

Mas isso é a ponta do iceberg. No meio do bombardeio da mídia pisando no calo, investidas em publicidade de seuas concorrentes e a blogosfera (especializada ou não) metendo o pau indo atrás “da onda”, a Palm continuava vendendo e se re-estruturando.

No Brasil, como sabemos, nada segue as tendências lá de fora em “tempo real”: afinal, tudo chega por último aqui praticamente. E acredito que a maioria das coisas não devem ser encaradas como realidade, principalmente quando vc lê em sites especializados que vivem uma realidade completamente diferente da nossa: tanto tecnológica quanto econômica.

E cá temos a Palm Brasil: a automação comercial no Brasil, a pleno vapor, ainda adota essa plataforma como possibilidade de economia em custo inicial e manutenção. O tamanho pequeno dos programas unidos a relativa memória necessária de armazenamento para um programa de força de vendas médio (o Zire22 tem 32 mega de memória, o que dá e sobra para a grande maioria dos casos) e o pequeno valor de um PDA da Palm (o Zire22 custa em torno de 400 reais) é um prato cheio para implementação de uma solução para micro, pequenos e até médios atacadistas.

No ambiente pessoal, o Palm Centro chegou para ficar. Aos aficcionados pela Palm, com ele o Treo concerteza vai pro espaço. Tela touchscreen e o melhor … aquela KCETADA de aplicativos. A grande maioria, pode ter certeza, voltada para produtividade e organização pessoal e não apenas pra encher linguiça.

No fim das contas, só fica a certeza que a Palm não vai embora dessa vez … e que fique mais um booom tempo. Sim! Eu sou um entusiasta da Palm! ;) hehehe

Simbora.