Sooner 0.8 lançado

Aloha pessoal,

Depois de um hiato bem grande, voltemos à programação normal. :)

A algum tempo lancei uma extensão pro Google Chrome chamada Sooner para ver e adicionar páginas à minha conta do ReadItLater. O ReadItLater é um serviço bem conhecido e antigo para guardar urls de todo o tipo e “ler depois”, como o próprio nome diz, e oferece uma API para criação de aplicativos que usem o serviço. O grande problema era que não havia uma forma rápida e direta de adicionar, ler e remover páginas em nenhum navegador. No Chrome existiam opções que eram bacanas mas não agradavam ou na usabilidade ou no funcionamento.

Com isso, e a curiosidade de fazer uma extensão pro Chrome pra aprender e brincar um pouco, nasceu o Sooner sem muita pretensão até que algum tempo atrás vi que várias pessoas eram feedbacks legais e tinha sido incluído na páginas e extensions do serviço. :)

Para baixar, basta acessar o link https://chrome.google.com/webstore/detail/mifafnghbieophofjinbniahjpiodpnm e pedir para instalar. Depois é só logar com sua conta do RIL (se não tiver ainda uma conta cadastre em http://readitlaterlist.com/signup) e pronto. :)

As novidades

Em relação à versão 0.7, foram adicionadas features que o pessoal havia pedido.

  • link para recarregar a lista, pois o RIL pode ser usado através de vários aplicativos e recarregar a lista pode ser necessário em algum momento
  • campo de busca, para buscar páginas da lista através de uma palavra ou termo. A busca está bem simples e buscando pelo titulo mas possivelmente no futuro procure na URL também
  • correção de um bug na listagem, pois o Chrome (isso vai render até um post) sempre re-ordenava os itens que vinham do RIL.
  • um novo design do tipo, para deixar os itens de adicionar, busca e recarregar lista em lugares de uso mais simplificado e direto.
Uma lista de novas features vem por aí, mas algumas já foram escolhidas como:
  • lista ordenável por título, link, páginas mais novas ou velhas
  • criação automática de conta através da página de opções
  • versão “text only” dos links, que é um serviço do RIL bem bacana.
Se curtir, dá uma instalada lá e experimenta! Se não, dá um macaquinho para trás. hehehe
Simbora.

From PHP to Rails (5 meses depois)

Salve pessoal,

A algum tempo decidi migrar do PHP para o Rails e desde então não tenho feito nada relacionado à PHP e me dedicado exclusivamente ao estudo e trabalho com Ruby on Rails. Os motivos eu expliquei bem e quase 6 meses depois eu acho que já posso dar uma explanada boa do que vem sendo meu cotidiano de projetos e experiências com a ferramenta.

Linguagem Ruby

O Ruby é uma linguagem fantástica: o Rails se aproveita muito bem de todas as capacidades e liberdades (as vezes até libertinagens) dela para fazer magia com algumas coisas. É muito impressionante você sair de uma linguagem estritamente movida basicamente à funções e classes para uma linguagem mutiparadigma que te deixa programar de várias formas diferentes.

A adaptação é bem custosa para quem está acostumado com o PHP mas vale muito a pena. Existem coisas como essa abaixo que realmente te deixam feliz.

1
2
3
10.times {
|i| puts i
}

A principalmente dificuldade que acredito que se encontra é realmente essa cara da maioria das coisas do Ruby que se tem que se acostumar a ler e interpretar. Mas depois que se começa a aprender é ótimo.

Gerenciador de pacotes Ruby Gems

Hoje em dia, a maioria das linguagens legais tem seus repositórios de bibliotecas. No PHP usei bastante o PEAR e algumas coisas do PHPClasses. No Ruby extendemos seu poder com o uso de gems e estas tem uma maneira muito legal de rastrear dependências e tudo mais através de um comando muito simplista:

gem install pacote_magico_ou_arquivo_da_gem

Ao contrário do PEAR que exige configurações e alguma coisas que um mortal as vezes não consegue se virar, o comando gem é muito simples e efetivo. Ele com certeza é a coisa mais legal desde o APT-GET. :) Vale avisar que se você seguiu a instalação padrão do rails, ele buscará sempre as coisas do rubygems.org que é o repositório padrão de gems.

O rubygems.org hoje tem trocentas bilhões de gems que ajudam um monte a desenvolver e não re-inventar a roda. :)

A framework Rails

Apesar das trocentas framerworks que temos para o PHP, poucas são realmente maduras como o CodeIgniter (de todas a melhor hoje em dia na minha opinião), CakePHP, Zend, Prado, Symfony e por ai vai. A comunidade Ruby se concentra MUITO em usar e divulgar o Rails, framework que transformou o Ruby num hipe louco de uma hora pra outra.

Todavia, o merecimento é mais que merecido: o Rails desde a versão 2 é uma framework que vai direto ao ponto e permite uma produtividade incrível e se aproveita muito da questão do uso de convenções para ficar ainda mais rápido.

Já trabalhei com frameworks em várias linguagens e posso afirmar que sentir-se à vontade no Rails é uma questão de dias e o vislumbre vem em semanas. Existe CLARO suas “limitações”: entre aspas pois na verdade dentro do escopo de propósito do Rails você as vezes tem que sair das convenções e isso tem seu preço.

A maturidade da framework é outro ponto muito bom: muito conceito e forma de fazer as coisas estão muito bem resolvidas. Ela utiliza uma conjunto muito legal de gems para deixar a framework pronta para subir e meter fogo sem necessitar de bibliotecas adicionais. É instalar, criar o projeto e sair codando e pendurando as gems adicionais SE precisar.

A parte chata (que não é um problema exclusivo dela) é a documentação: existe muita informação pulverizada e espalhada que as vezes você tem que garimpar e testar muito. Ao menos fica o aprendizado no final.

Testes, RSpec e Capybara

O próprio PHP tem uma mania de escrever rápido e ir debugando: conheço pouquíssimas pessoas que trabalham com testes no PHP e a ida para o Rails me deixou ainda mais confiante que sem teste não dá de jeito nenhum. Talvez isso seja mais uma coisa de cultura da comunidade, mas as ferramentas também não ajudam muito.

Um dos pontos que mais me deu desgosto no PHP era a forma precária como as frameworks trabalhavam com testes. Na Giran, tentamos no CakePHP, tentamos no CodeIgniter e já estavamos até fazendo nossos próprios forks e remendos pra conseguir rodar bem os testes unitários, funcionais e de aceitação. Tudo isso com aquela pergunta “Putz cara, será que isso é realmente necessário?”.

O Rails se integra de uma forma perfeita ao RSpec, uma ferramenta brutal de testes, nos permitindo escrever nossos testes de uma forma muito mais legível. A integração feita entre os dois é poderosa o bastante pra tornar a prática de escrever testes uma coisa muito mais natural e legal de ser feita. Isso no PHP estava se tornando algo MUITO dolorido e custoso, coisa que não é nem de longe nosso objetivo ao programar.

Outro lance legal é o Capybara, que permite escrever os testes funcionais bem rápido também. Estamos fazendo coisas nele e gostando dos resultados. É simplesmente impressionante como a cobertura de testes da aplicação está melhor.

Um programador melhor

O mais legal desse tempo é que sem dúvida me tornei um programador melhor. Você começa a ver as coisas com um pouco mais de calma, consegue estudar melhor as aplicações, se preocupa mais com a arquitetura e vem nisso um monte de novas coisas legais para estudar que acabam te levando de volta àquele sentido gostoso de querer saber mais e mais.

Fazia um tempo bom desde que não sentia isso e pensei que que seria algo só no inicio dos estudos do Rails: 5 meses depois cá estou eu lendo mais e mais pra descobrir as sutilezas do Ruby e coisas legais de se fazer no Rails. :)

Então tá tudo perfeito?

Foram 5 meses de muito aprendizado e coisa bacana, mas nesses 5 meses nem tudo foram flores.

  • a adaptação pro Ruby para quem vem de outras linguagens não é muito fácil, embora muito excitante
  • a documentação do Rails não é tão vasta: se rala muito para saber os N jeitos de se resolver as coisas
  • inexiste comunidade Ruby no ES (estamos pensando muito em juntar quem sabe aqui no ES e começar uma)
  • sair da “convenção” do Rails as vezes é bem complexo

E é isso: tem muita coisa nesse meio que vou escrevendo daqui pra frente nas descobertas que for fazendo na Giran com os brothers do time … novos railers que estão devorando livros e livros comigo. :)

Simbora.

Sooner – extension para ReadItLater no Chrome

Salve pessoal,

Já venho brincando e pesquisando sobre desenvolvimento de extensões para Chrome e Safari. Do que era apenas playground, resolvi fazer uma extension bacana para Chrome para utilizar o ReadItLaterList.com.

O ReadItLaterList.com é um site que serve como um repositório de páginas para serem lidas depois. O site hoje conta com inúmeros softwares e extensões em vários softwares para utilização, mas resolvi fazer um para Chrome pois os existentes ou tinham bugs ou não agradavam de imediato.

Desenvolvi então o Sooner, uma extension para Chrome para trabalhar diretamente com o ReadItLaterList.com de forma fácil e que utilizasse as principais funcionalidades do RIL: ver páginas, adicionar e marcar com lidas.

A instalação é simples: basta baixar o arquivo CRX em http://github.com/leohackin/sooner/downloads e dar um duplo clique nele. O Chrome cuida do resto.

A configuração é bem simples também: basta informar os dados de login de sua conta ReadItLaterList na página de opções da extension (clique o botão direto no ícone da extensão) e se o login for feito com sucesso clicar novamente na extension para carregar suas páginas.

O utilização restante de leitura e adição de páginas segue essa simplicidade.

Para adicionar uma página, clique apenas em  “Add this Page”. Para ler, clique sobre o link da página desejada na lista e para marcar como lida, clique no check verde. Tudo simples e direto.

A extension ainda está em fase de testes e na versão 0.6 e pode apresentar alguns problemas na hora de fazer o primeiro carregamento das páginas se houver muitas páginas. Estou trabalhando para melhorar isso e outras coisas para próxima versão. Para saber de novidades, siga as novidades pelo Github (http://github.com/leohackin/sooner) do projeto ou aqui no blog mesmo no link Sooner. :)

O agradecimento fica à namorada pela paciência, pelo Paulo @Jeveaux pelo incentivo e “cobaia-tester” e aos meninos da @giran_br por simplesmente existirem e proporcionarem tantas risadas e aprendizado contínuo. ;)

Rails Rumble: Uma lição de vida

Salve todos,

Não vou ficar falando o que sempre falo: que sumi, que não tive tempo pra postar por causa da correria da Giran e blalablablba! AHE uAHEuhaeuhAE … Estou estudando bastante e agora vou ter bastante coisa pra postar por aqui. :)

Este final de semana participei do Rails Rumble 2010. O Rails Rumble é, resumidamente, um campeonato de programação que desafia as pessoas a construirem uma aplicação em Rails em 48 horas! oO E não é qualquer aplicação, pois eles avaliam beleza, estabilidade, inovação … enfim, é como se você tivesse que fazer um Twitter (ou algo tão inovador) em 48 horas. heheheh

Participei do time Shupla Hadouken dá hadouken ryu! com os brothers recursos da Giran, Almir M3nd3s (@m3nd3s), André Gligli Tagliati (@tagliati) e nosso convidado especial (e que adestrou a gente em vários lances do Rails) Reinaldo JuniorZ (@reinaldojunior).

A Giran patrocinou nosso time e mais mais dois: o Walter Fall e o Blastoise. Provemos o espaço, comida, bebida e o que foi preciso pra deixar todo mundo a vontade.

Porque falei “resumidamente”? Porque o Rails Rumble é, no final das contas, MUITO mais que uma competição.

Preparação = motivação

O  “katá” para participar do evento foi/é uma puta motivação para quem quer entrar de vez no Rails. Durante um mês o povo da Giran estudou, discutiu, leu e codou bastante em Ruby/Rails. Ver todos se mobilizando em prol de um fim comum é algo que motiva demais até o mais preguiçoso dos programadores.

É fato e até algo psicológico isso: as pessoas se transformam quando estão em grupos e é assim que avaliamos o quanto as pessoas são realmente aquilo que elas dizem ser ou que achamos que elas são. Em todas as esferas possíveis.

Estudei muito (não tanto queria), quebrei a cara, me estressei mas foi algo decisivo para meu aprendizado Railer e do pessoal do meu time:  aprenderam bastante.

Idéia saindo do papel

A aplicação que desenvolvemos foi o Cashr, um gerenciador financeiro pessoal simples. Era uma idéia que já havia implementado no Django mas que não havia levado a frente. Preguiça, falta de tempo e entusiasmo: se já tem tantas aplicações pra quem mais uma?

Foi engraçado mas um dos meninos tinha tido A MESMA idéia. A vibe foi irada e geral. Qual não foi a satisfação e alegria em ver, depois de 48 horas de codação frenética e cansaço e muitas risadas, a aplicação rodando e fazendo MUITO MAIS do que havia imaginado fazer inicialmente.

Quem quiser dar uma sacada no projeto online: http://cashr.r10.railsrumble.com/

Tá dando uns pauzin e tem umas coisas incompletas, mas foi de coração. :)

Gestão de um projeto de 48 horas = desafio!

A largada havia sido dada, todo mundo à postos … e agora? Já tinhamos a idéia do projeto na cabeça e quase saímos meio Extreme Go Horse Development se não fosse a lucidez de fazer um mini Kanban das idéias principais. Mais que uma forma de organização foi uma puta lição de desenvolver de forma ágil, coisa que acredito ser um pre-requisito muito forte para qualquer pessoa que vá participar do Rails Rumble.

Entregar uma aplicação com a pressão de 48 horas, vontade de fazer o melhor e não fazer feio foi uma das lições mais legais que tive nessa esfera. E as pessoas à minha volta também pelo que vi.

Escopamos muita coisa para pouco tempo e braços, mas valew demais todo o esforço.

Extreme Happy Hour

Desde minha época de RPG, eu não tinha oportunidade de um happy hour nerd varando a madrugada tão divertido. Compramos pizzas, 2 Red Bulls pra cada um, refri, suco, biscoitos, Mendoratos … junte tudo isso com 12 nerds tarados em programação e lesados ao extremo e você tem a combinação perfeita para uma virada de madrugada de muito riso, programação e aprendizado.

Isso tudo com direito a Twittcam (você pode ver as gravações aqui), uma flood de twitadas durante a madrugada e tudo mais. O saldo foi cansaço mas aquele sentido de trabalho quase cumprido. IRADASSO.

Um por todos, todos por um

A mobilização das pessoas, até as que não estão acostumadas em trabalhar num time Scrum ou de qualquer metodologia ágil, é impressionante. As pessoas realmente entendem o quanto seu trabalho influencia o resultado não apenas do projeto mas do que o seu colega ao lado fez.

Foi como um XP atômico: pessoas codando frenéticamente, fazendo refactoring, criticando código, complementando o código alheio. Foi sem dúvida uma experiência única no que entendo ter sido uma das mais rápidas e emblemáticas que participei e vi.

Convidamos três pessoas: além do Reinaldo Júnior, chamamos o mestre railer Roberto Soares (@bt1) e o grande André Lima (@vixlima). Muito bacana como os três se integraram aos times e principalmente fizeram a gente perceber mais uma vez como as coisas trabalham bem quando as pessoas já tem um background ágil em suas mentes. Simplesmente fantástico. :)

Eu quero, eu posso

Uma palavra que ficou na minha cabeça desde horas antes de um desafio tão tenso, que expõe demais as pessoas no sentido técnico e psicológico (é a hora das pessoas verem até onde vai seu conhecimento e até onde você é humilde o bastante pra assumir isso ou ensinar as pessoas sem mesquinharias): superação.

Codar por 48 horas (não exatamente, mas pensar nisso por mais até que isso) não é apenas uma auto-superação física ou de stress mental. É superar o medo de não conseguir entregar a tempo, de saber que existem limites seus, de respeitar os limites dos outros de verdade. Superar a constante de que não sabemos tudo o que gostaríamos ou o quanto gostaríamos.

Não é papo de auto-ajuda: o Rails Rumble me fez sim uma pessoa melhor.

Extreme learning

Já falei tanto extreme nesse post que virou buzz. Não é a toa que dizem que uma das melhores formas de aprender Rails é participar do Rails Rumble. Muito aprendizado, muito problema real acontecendo em espaço de minutos e soluções para isso surgindo no vácuo.

Várias pessoas dos times não tinham muita experiência e chegaram no final da maratona falando e demonstrando o que aprenderam de uma forma muito coesa. Impressionante como as pessoas absorvem (e não apenas deixam na cabeça por um tempo) os aprendizados em situações de pressão e decisões que influenciam a vida das outras pessoas.

E no capítulo de hoje eu aprendi …

Nesse exato momento nossa aplicação está sendo avaliada pelos juízes e já recebemos até uma nota legal. :) O que fica aqui pra frente é que os estudos continuam e a coleta de idéias para o ano que vem já começou. SIM! VOU FAZER ESSA DOIDERA DENOVO NO ANO QUE VEM!

Para quem não fez, corra: é uma experiência tão singular quando a primeira balada, a primeira bebedeira (com a ressaca) e o que quer que seja tão significante.

Para quem gostou do Cashr, vamos continuar com o desenvolvimento dele e aceitamos colaboradores para o projeto, principalmente um designer pois tivemos que nos virar haehahe aueuah e.

Simbora! :D

PHPzeiro? Adote um Framework! :)

É notável a quantidade de aplicações em PHP que ainda utilizam nosso velho e conhecido modo Macarrônico de programar: dezenas de snippets e blocos de código que trabalham com regras de negócio, apresentação e tudo mais espalhados por N lugares na aplicação.

O PHP Macarrônico é assim

O PHP Macarrônico é assim

Esse método é justificável dentro da PHP até certo ponto: a própria linguagem tem por princípio a simplicidade e velocidade na codificação e resolução de problemas. O próprio Rasmus Lerdorf, criador do PHP, já se mostrou bem contrário aos frameworks atuais pois eles são lentos e não escaláveis, culpa do feeling de  “faz-tudo” que a maioria delas leva no sentido de continuar ostentando a bandeira de “desenvolvimento rápido” da PHP, que muita gente confunde com gambiarras e que transformou a PHP em sinônimo de POG (Programação Orientada à Gambiarras).

Continue…